Um fato: em todos os meus post dessa coluna, mesmo no último post, eu nunca disse que a internet substitui todas as outras maneiras de nos relacionarmos, de criar uma conexão entre as pessoas que conhecemos, que rasgou ou rasgará a página dos outros modelos de relações sociais. Para chegar até este ponto parece estar próximo, porém não enxergo dessa forma - minha opinão. Nem posso enxergar!
As ferramentas que foram desenvolvidas até agora para a obtenção do Mundo 2.0, para novas interações por meio principalmente das redes sociais on-line como Facebook, Orkut, dentre tantas outras, reduziram os espaços, diminuíram o tempo, combinaram novos processos de socialização, tornaram duradouras as comunicações entre todos que ali participam. E quando digo duradouras entenda-se que é com relação à exposição da mensagem. Então, a internet substitui - ou substituirá - a nossa vida, nossas amizades off-line?
O valor das nossas amizades, as conquistas, a conversa de bar, de cafeteria, do trabalho, nossa família; isso tudo faz parte do nosso cotidiano inegavelmente e irrefutavelmente. No entanto, os dois vídeos que encontrei abaixo refletem o conflito do que é ou pode se tornar imprescindível para cada um de nós. O segundo vídeo é uma resposta ao primeiro, do conhecido Ross Gardiner no famoso "You need to get off Facebook". Exageros dos dois à parte, assista e diga quem está com a razão.
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Até a próxima!
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Um dia desses, li um artigo de Sociologia que tratava as ruas e praças como locais que foram excluídos da convivência social entre as pessoas. A autora mencionava que com esses espaços o processo de interação social possuía mais compromisso, intimidade, reciprocidade. Os grupos sociais se interligavam com práticas de hábitos comuns, mesmo que pertencentes a classes sociais diferentes. Fatores como a reforma no ensino escolar e a urbanização foram citados como causas dessa exclusão. Mas o que me chamou mais atenção foi o da tecnologia, em especial dos meios de comunicação.
O telefone, a televisão e o computador – com a internet - fazem parte da lista das mídias encontradas neste artigo que contribuíram também para separar os indivíduos do convívio comum e mantê-los distantes da percepção entre si dos diferentes grupos ou classes sociais. A autora explica que elas são “máquinas de comunicação social e tem, ao que parecem, um significado duplo e contraditório na sociabilidade: tanto aproximam como afastam uns dos outros”. Daí, vem um questionamento: as mídias digitais afastam ou aproximam as pessoas?
MÍDIAS SOCIAIS
Verdade. É raro vermos nas praças crianças brincando ou ruas com a vizinhança fora de suas casas conversando durante qualquer hora do dia. Essa interação social feita corpo a corpo já não faz parte do modelo de sociedade urbana atual. Seja porque temos muitas tarefas para densenvolver ao longo do dia, seja pelo motivo da televisão ou do computador serem essas “máquinas” que apresentam diversão, possibilidade de comunicação, de socialização – por que não?. O fato é que os locais públicos urbanos estão sim vazios, até desertos vez em quando.
LOCAL SOCIAL VAZIO
No entanto, a evolução desses meios de comunicação trazem a rapidez da troca de informações, a agilidade da interação e sua desburocratização. Além disso, as mídias digitais aproximam a distância quando utilizamos uma plataforma que nos possibita identificarmos gostos, interesses, vontades, opiniões, situações semelhantes de sujeitos espalhados por várias partes do mundo – a internet faz isso, inquestionavelmente.
MÍDIAS APROXIMAM OU AFASTAM?
Portanto, há de se pensar que o processo de socialização não mudou, e sim as ferramentas de sociabilidade sofreram transformações pensando em tentar atrair o que antes era evidenciado e sacramentado nesses antigos espaços sociais: a interação social. A descoberta de alguém desaparecido, notícias em tempo real sobre algum desastre ou uma simples e rápida conversa com um amigo que não poderia ser realizada em outra hora, se não naquele momento, são exemplos de fatos comuns no Twitter, Facebook, Orkut, Foursquare e outras mídias sociais. Esse locais no ciberespaço eliminam a convivência social das diferentes classes sociais ou atraem os indivíduos para se comunicarem utilizando outros elementos que não ruas e praças?
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Ultimamente, tenho ouvido inúmeras pessoas conversando sobre suas ações, seus atos, seus pensamentos, baseados nos seus perfis nas mídias sociais. Comentários e atitudes que remetem as possbilidades que as ferramentas das páginas da web realizam para conectar, integrar e se relacionar uns com os outros. No entanto, a história parece ser bem mais controversa. Afinal, as ideias possuem mais ímpeto de qual lado da força?
O mundo 2.0 retrata o transporte dos serviços e comunidades para a internet trazendo maior alcance e durabilidade da informação. Rapidez e infinitas opções de comunicação também são marcas do universo digital. As relações entre as pessoas mudaram graças a essa nova ruptura cognitiva e isso não podemos negar. Mesmo assim, os processos para a realização de todas essas inovações ainda tem o gatilho, o início - e por que não o final? - no que chamamos de vida real, pois é através dela que a ação é refletida e possui efeito. O off é o nosso ponto de partida para qualquer movimento!
Partindo do princípio das nossas necessidades, vontades, desejos e escolhas, traçamos percepções sobre cada uma delas e planejamos conquistá-las utilizando diversos métodos. Hoje, para adquirirmos um produto, utilizamos uma compra numa loja fisíca ou virtual. Se quisermos que alguém saiba nossa localização, informamos a alguém antes de sair de casa, ou falamos pelo celular, ou até publicamos na internet o endereço com um geolocalizador. Tudo com o propósito de manifestar nossos interesses revelados inicialmente no mundo off-line. Bato nesta tecla - já posso imaginar os comentários! - porque assim podemos entender e detectarmos o poder do que muitos estão deixando ficar desapercebido: tornar melhor com o on é para melhorar o off.
Um "curtir"; um RT ou hashtag; um follow ou add; a internet provoca as ações com mecanismos sem grandes processos. Porém, o off tem a força de mover todas essas ideias.
Até a próxima!
Colaboração e participação são duas expressões que o mundo 2.0 elevou a um grau maior nas inovadoras ações de marketing, nos atuais lançamentos de produtos e nas diferentes construções de valores das marcas. Contribuir através da conexão entre as pessoas é algo que a internet intensificou e facilitou, trazendo ferramentas para interligar melhor as comunidades e propósitos. Propósitos esses que podem até servir de solução para algumas questões mundiais, como é o caso do 33needs.
Lançado no final de Janeiro, o site tem como principal objetivo ajudar as social startups, empreendimentos que se preocupam com o lado social, utilizando o financiamento colaborativo. Através de uma contribuição coletiva, o 33needs participa do financiamento inicial das startups para iniciarem suas atividades em categorias como comunidades, saúde e educação.
Funciona da seguinte forma: é determinado um prazo para que a ação ou atividade seja concluída – uma venda de roupas com renda revertida para alimentar crianças pobres ou aquisições de laptops ambientalmente corretos para financiar a educação na Libéria – e tanto as startups como o 33needs lucram com uma pequena porcentagem. A cooperação das pessoas está justamente na compra desses produtos e serviços oferecidos pelas startups.
Esses modelos de movimentos organizados no qual todos contribuem, com pequenas quantias e de maneira colaborativa, para viabilizar uma ideia tem um nome – crowdfunding. São investimentos que possuem iniciativas de financiamento para que todos colaborem e participem do projeto. O vídeo “how it works?” do site resume também sua missão.
#dica de @cnepomuceno
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O mundo acompanhou as últimas manifestações políticas em alguns países do Oriente Médio e percebeu a realização de uma grande mobilização social nesses locais em busca da volta de suas cidadanias. As grandes manifestações e protestos contra esses governos provaram não só a força que o movimento desses povos promoveram, mas também o tamanho do poder da conexão entre as pessoas que a rede digital trouxe para todos nós.
Manifestações no Egito organizadas pela Internet
Especialmente no Egito, manifestantes utilizaram a internet para se organizar e informar o que estava acontecendo durante a revolta. Facebook e Twitter foram as redes sociais fundamentais para promover essa ação. O Google também fez uma parceria com o Twitter para criar uma ferramenta que possibilitasse o envio das notícias do protesto via mensagem de voz - @speak2tweet - quando o governo retirou o acesso à web como forma de repressão.
@speak2tweet - mensagens de voz dos egípicios viraram textos de 140 caracteres
O que é importante ressaltar sobre esses acontecimentos é o poder das novas tecnologias para trazer a informação e conectar as pessoas com eficiência e, sobretudo, com rapidez. A nova ciência das redes, com fenômenos como o swarming, explica eventos de comportamento Small World Phenomenon: conexão maior, mundo menor.
O controle da informação torna-se cada vez mais difícil de acontecer visto que cada um de nós tornou-se produtor e administrador do conteúdo. Ferramentas como as redes sociais possibilitaram um alcance maior de nossas ações e isso faz com que possamos nos mover de acordo com nossos interesses e vontades. A mídia, as instituições, o Estado perdem a influência de decisão sobre o que queremos conhecer e entender. A internet trouxe a inteligência coletiva e, por isso, somos os responsáveis agora - sempre fomos? – pela construção da nossa cidadania. Começamos a perceber o valor da conectividade.
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Hi Folks! Esse é o meu primeiro de muitos "pitacos" que darei por aqui trazendo as impressões e reflexões das semelhanças e diferenças do mundo real para o mundo virtual por meio das mídias sociais - esse fenômeno que a Web 2.0 trouxe para a vida de cada um de nós.
Para começar, trago a última que o Facebook - Rede Social On-line mais usada no planeta - trouxe para aproximar as pessoas dos produtos e serviços e seguir, assim, com o seu objetivo de conseguir conectar todas as pessoas: as Histórias Patrocinadas (Sponsored Stories).
Esse novo modelo de publicidade que Mark Zuckerberg inventou permitirá que os anúncios sejam criados a partir das atualizações dos usuários utilizando-as para promover e indicar marcas com os comentários. Publicar sobre lugares, artigos e empresas e fazer com que isso se torne uma indicação positiva de determinada marca fortalece as relações de consumo e aumenta a credibilidade dela perante aos seus e outros clientes. Aliás, saber do real valor de um produto é o que todos nós sempre desejamos para consumí-lo. Consultar um amigo ou alguém confiável para comprar algo nos dá confiança numa aquisição e isso sempre foi assim.
SPONSORED STORIES: COMO FUNCIONARÁ
Se você quisesse uma nova TV para o seu quarto ou um carro mais novo, por exemplo, perguntava para uma pessoa a sua opinião, seus pontos positivos e negativos de cada produto. O detalhe é que antes a conexão entre as pessoas era menor e a criação de parâmetros era bem pequena. Agora, com o grande alcance de uma frase, palavra, adjetivo por conta das mídias sociais, a influência ou conceito que se forma de alguém ou de alguma coisa não possui dimensão. Com as Histórias Patrocinadas, o Facebook só melhora e aumenta ainda mais essa relação do consumidor com a marca.
Coloquei o vídeo explicativo oficial para darem uma olhada. Até a próxima!





















